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O que é uma liderança servidora?

O que é uma liderança servidora?

O líder é a figura responsável por direcionar e inspirar um grupo de pessoas. Para isso, ele pode utilizar diferentes abordagens, como, por exemplo, a liderança servidora, que propõe uma nova perspectiva sobre o assunto. Inclusive, essa estratégia é pautada no estilo de liderança adotado por ninguém menos que Jesus Cristo, um personagem que até hoje continua influenciando inúmeras pessoas.

Independentemente das questões religiosas envolvidas, o foco desse estilo de liderança não está nas crenças, mas no tipo de comportamento e posicionamento adotado pelo líder.

Se você está curioso e quer saber como liderar seguindo os passos de uma das figuras mais conhecidas e influentes do mundo, fique atento ao nosso post. Boa leitura!

A liderança servidora e os velhos paradigmas

Como você viu, o líder servidor baseia seu comportamento e posicionamento em Jesus Cristo. Logo, esse estilo de liderança é voltado ao desenvolvimento de habilidades e capacidades morais que tornam o profissional verdadeiramente influente e inspirador.

Não se trata de fazer com que as pessoas sirvam ao líder, pelo contrário, nesse modelo, quem serve as pessoas é o próprio líder, a partir do momento em que identifica e atende às necessidades dos que estão à sua volta, conquistando o apreço e a consideração dos demais. Isso não diz respeito apenas às vontades, mas também às demandas por crescimento e aprendizagem.

O que isso significa? Bom, um líder servidor ampara seus liderados com empatia, mas também os repreende na mesma medida quando essa atitude for uma contribuição para o seu crescimento. Por isso, liderar não se trata de mandar em um grupo de pessoas, mas sim gostar delas, procurar um envolvimento e ter interesse em aprender sobre esses indivíduos.

Esse tipo de posicionamento segue enfrentando os paradigmas de antigos modelos de liderança. Muitos profissionais à frente de suas equipes ainda são excessivamente autoritários, rigorosos e exigentes, e mais, sequer reconhecem que precisam mudar. Isso prejudica a organização de diversas maneiras.

Por isso, o profissional que quiser ocupar o espaço de líder servidor, precisará estar disposto a se doar para acompanhar seu time e dar suporte ao seu crescimento. Isso requer um esforço enorme, mas proporciona recompensas incomparáveis.

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O amor aplicado à liderança

Na liderança servidora, o amor é um ingrediente importante. Aqui, estamos falando do cuidado com os liderados, da preocupação genuína de que todos estejam dando e sendo o seu melhor, e além disso, da atenção aos detalhes que proporcionarão qualidade de vida no trabalho.

Pense em um líder servidor como um pai ou uma mãe cuidadosos, que não querem ser excessivamente rigorosos com os seus filhos, mas desejam que eles aprendam a ser o melhor que puderem. Assim, esse líder está sempre atento para estimular sua equipe a se desenvolver, a buscar melhorias, a superar seus desafios e a criar mais.

Ao mesmo tempo, está disposto a corrigir, a chamar a atenção e a mostrar os caminhos e, mais do que isso, o líder servidor está apto a perceber e entender as principais dificuldades da sua equipe, seus medos, anseios, barreiras pessoais e momento de vida. Para ele, não é difícil compreender um profissional como um ser humano completo, com necessidades, desejos e sonhos.

O benefício das relações entre líderes e liderados

Para que os líderes e liderados estabeleçam uma convivência saudável e produtiva, é preciso considerar dois fatores: o relacionamento entre eles e as tarefas que precisam ser realizadas.

Imagine uma equipe em que todas as metas são alcançadas e todas as tarefas são executadas, mas o convívio com o líder é terrível, baseado no medo de ser demitido ou receber punições pelo não cumprimento de alguma atividade. Agora, tente imaginar uma equipe que se relaciona muito bem com os líderes, no entanto, nenhuma meta é atingida.

Nenhuma dessas opções é saudável ou mesmo vantajosa, tanto para a organização, quanto para as pessoas. Equipes desmotivadas acabam se desmanchando ou gerando resultados abaixo do esperado. Já aquelas que não são cobradas por resultados tendem a parar no tempo, evitando desafios.

Um bom líder é aquele que desperta o potencial da sua equipe, ou seja, que não permite que ela se mantenha em um nível mediano, reconhecendo suas habilidades e competências e identificando e atendendo suas reais necessidades (de crescimento, de valorização e de recompensa).

O despertar de uma liderança servidora

Como você viu, a liderança servidora acontece por meio do amor, ou seja, do cuidado que o líder tem com os seus liderados. A fim de despertar para esse novo tipo de liderança, é preciso compreender a diferença entre alguns fatores. Veja!

Poder versus autoridade

De modo geral, o poder está atrelado ao ato de agir ou de forçar alguém, direta ou indiretamente, a fazer algo de acordo com a vontade de seu superior. Autoridade, por outro lado, é a capacidade de estimular as pessoas a tomarem uma direção por meio do entusiasmo, da motivação. Por isso, a autoridade é muito mais convincente e atrativa do que a força do poder.

Desejo versus necessidade

Falar que um líder servidor é aquele que atende às necessidades do seu grupo não é o mesmo que dizer que ele realiza todas as vontades e desejos da equipe. Muitas vezes, um profissional tem uma necessidade de crescimento, ainda que não perceba. Por essa razão, o líder servidor também precisa ser firme para direcionar os esforços do time, não de acordo com o ego de cada um, mas conforme aquilo que ele precisa.

Escravidão versus servidão

É preciso ter cuidado para entender que servir não significa ser escravo. Como explicamos, a liderança servidora não se trata de fazer tudo o que os liderados querem, sem ao menos questioná-los. Trata-se de usar determinada autoridade para atender a uma necessidade. Nesse caso, o líder se coloca à disposição para compreender e sanar as demandas do seu time.

Além disso, liderar com amor envolve outras características importantes, como:

  • paciência — ter autocontrole para lidar com as situações sendo um exemplo;
  • bondade — incentivar, apreciar, reconhecer e dar atenção às situações do liderado;
  • humildade — exercer sua autenticidade sem arrogância ou superioridade;
  • respeito — reconhecer e valorizar a importância de cada um;
  • abnegação — priorizar as necessidades (e não as vontades) dos outros em detrimento das suas;
  • honestidade — manter claras as suas expectativas sobre as pessoas, assumindo sua integridade frente a qualquer situação;
  • compromisso — estar empenhado em dar o melhor de si para cumprir o que foi prometido ou acordado;
  • perdão — saber a hora de deixar para lá todos aqueles erros, frustrações e desentendimentos ocorridos.

Como você viu até aqui, esse é um modelo de liderança bastante diferente dos demais, que aproxima os líderes de suas equipes e ajuda a solucionar problemas interpessoais. Ele propõe um equilíbrio real entre as expectativas da organização e das pessoas. Liderar dessa forma é caminhar rumo a resultados cada vez melhores, equilibrando às tarefas às necessidades e potencial das pessoas.

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